Imagine algum país de clima predominantemente frio, imagine também uma fazenda em algum lugar do interior desse país. Minha sugestão: países nórdicos. Do interior, eu digo, country. Imagine uma fazenda pacífica, cuidada por um casal de velhinhos simpáticos, que recebem viajantes desinformados sempre com uma xícara de chá de camomila, e algumas bolachinhas de nata. Eles não sabem muita coisa sobre a região, já que não tiveram muito dinheiro pra meter um pé fora desse território...
Agora vem comigo: imagina nessa fazenda um rebanho de ovelhas aproveitando o confortante Sol de Outono... As mais velhinhas ficam ali, com aquele olhar triste de ovelha que não prestou nem pra pernil. As mais novas, animadas, mal sabem que não passam de um Prato de Ação de Graças. Ah o Sol de outono, nada melhor que ele pra te ajudar a refletir sobre um monte de coisas!!
(Ovelhas não pensam...) É, não pensam, mas ficam bem espertas ao avistar aquele lobo. Lobo filho da puta, desde os tempos de fábulas do Maternal está aí, caçando as ovelhinhas... Coitadas, são tão delicadas quanto uma nuvem no céu, e vem um predador e tenta caçá-las e devorá-las. Predador frio, predador predador. Sua única intenção é saciar os próprios interesses sem se preocupar no sossego daquelas criaturas branquinhas....
Só que desta vez não. Desta vez elas sentaram cascudo no Lobo, fizeram ele lacrimejar os olhos de dor e medo, fizeram ele correr pois sabia que ali não era o seu lugar! É isso aí, eis que num belo dia de outono uma ovelha herói cansou desse dogma "OVELHA MORRE PRA LOBO" e calou a boca de muita gente! Seus donos ficariam orgulhosos em ver a surra que o lobo tomou!
Assim seria minha fábula, numa análise antropológica razoável: o mais fraco não apanha sempre, uma hora ele vai cansar de apanhar e, em uma só revolta, exorcizar qualquer demônio que chegue perto dele, obliterar de vez o estigma de que o fraco perde. O fraco também ganha, e o fraco pode ser perigoso também. Mas se vier pra ficar em paz, seja bem-vindo... só que sem disfarce de pele de cordeiro.
EVOLUA
Nenhum comentário:
Postar um comentário